Robert Doisneau: fotógrafo do amor


“Le Baiser de l’hôtel de ville”, ‘O Beijo o hôtel de ville’. A fotografia mostra um casal se beijando espontaneamente, passando  pela calçada de um café parisiense, em meio a outros pedestres, tendo ao fundo, o Hôtel de Ville, a Prefeitura de Paris.  O cliclê do fotógrafo francês Robert Doisneau (1912-1994) é um dos mais românticos da história da fotografia.

“O Beijo do hôtel de ville” faz parte de uma série de fotografias sobre o tema “O amor em Paris na primavera”, realizada em 1950, por Robert Doisneau para a Revista  americana Life.

A primeira vista a impressão é de que é uma fotografia espontânea, até de um beijo roubado, mas o casal de estudantes de teatro, que conheceu o fotógrafo em um café de Paris, encenou o beijo por um cachê, especialmente para as lentes de Doisneau.

Na época, Robert Doisneau percorria as ruas parisienses com sua pequena Rolleiflex 6×6 – entre 1946 e 1987 –, quando os clichês coloridos eram mais caros e complicados de serem revelados, por isso, a fotografia em preto e branco.

PARIS: CAPITAL DO AMOR 

O beijo do hôtel de ville, de Robert Doisneau

Robert Doisneau era um romântico por excelência e realizou inúmeros cliclês de casais na Paris do pós-guerra. Talvez, para trazer um pouco de sonho para a população francesa depois da terrível Segunda Guerra mundial, ou, simplesmente para ajudar os franceses a esquecerem as imagens da cidade de Paris ocupada pelos nazistas, mostrando ao mundo inteiro que Paris ainda continuava sendo a « capital do amor ».

“O Beijo do hôtel de ville”, ganhou fama 1986, com a venda de 410.000 tiragens em formato de cartaz, um recorde mundial.

Hoje em dia, é um clichê encontrato em diversos suportes, como cartazes, objetos de decoração e cartões-postais.

ROBERT DOISNEAU : FOTÓGRAFO APAIXONADO

Robert Doisneau, ©Getty

Robert Doisneau nasce em 14 de abril de 1912, em Gentilly. Originário de uma família burguesa, ele trabalhou em uma usina da Renault por cinco anos, de onde foi demitido por seus constantes atrasos. Depois da Segunda Guerra mundial, Doisneau integra a agência Rapho e torna-se, oficialmente, fotógrafo independente.

Doisneau foi recompensado por sua obra, em vida, recebendo vários prêmios, inclusive o Prêmio Kodak, em 1947 e o Prêmio Nièpce, em 1953. Ele morre em 1994, em Montrouge, onde tinha seu estúdio.

Post em homenagem ao 14 février, Dia de Saint Valentin, “Dia dos Namorados”. 

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Vive l’amour! #vivaoamor 

 

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