Champanhe : uma viagem pelos sentidos


 

Rosé, blanc de blancs ou blanc de noirs, qual o seu estilo ? O champagne obtém sua elegância e, provalvemente sua cor, da mistura de três castas: Chardonnay (uva branca), Pinot noir e Pinot Meunier (uvas tintas).

Pinot noir

Conhecer o champagne é mergulhar em um universo de vinhos espumantes, mas sobretudo, vinhos de harmonia entre castas.

Da mistura de castas, uvas brancas – chardonnay – e duas tintas –  pinot noir e meunier, nasce a harmonia de uvas produzidas em diferentes vilarejos e em diferentes parcelas (chamados de “Crus”).

Quando a colheita é considerada excepcional, o champanhe é classificado “millesimé”, e é produzido da mistura de vinhos de diferentes Crus, com uvas do mesmo ano.

São muitos os parâmetros, com os quais trabalham os mestres de caves para compor o estilo de uma cuvée (vinho específico)! O champanhe produzido unicamente com a uva chardonnay, resulta no « blanc de blancs »,  elegante e fresco. Caso sejam usadas uvas tintas, o resultado será o « blanc de noirs »,  um champanhe de  estilo forte e mais próximo do vinho.  E como é produzido um rosé ? Basta acrescentar uvas tintas na composição e deixá-las, no tanque de fermentação, o tempo necessário para que o sumo transparente se torne colorido, em um processo chamado de maceração (contato da casca com o sumo da uva).

O período de abertura da colheita varia de acordo com os crus (as diferentes parcelas) e é determinado pelo CIVC – Comitê Interprofissional do Vinho da Região Champagne, segundo critérios que visam obter qualidade máxima. Na região do Champanhe, o período da colheita varia de um ano para o outro e ocorre entre meados de setembro e início de outubro.

Chardonnay

 

As uvas são colhidas sadias e em estado pleno de maturação. A qualidade dos futuros vinhos depende do equilíbrio dos níveis de açúcar e o nível de acidez natural da uva.  Medidas são tomadas regularmente, durante as semanas que precedem a colheita, visando ao bom acompanhamento da evolução desses dois fatores. A colheita é realizada manualmente e as uvas são levadas até a prensa, o mais rápido  possível, afim de evitar todo risco de oxidação.

As uvas são prensadas separadamente, segundo a casta e de acordo com as parcelas, onde são cultivadas. A idade da uva também é levada em conta, sendo separadas as mais novas das mais antigas. Os sucos, e mais tarde, os vinhos, assim obtidos, terão características próprias aos seus terroirs (*terroir = clima, relevo, solo, subsolo e savoir-faire humano).

Para apaixonados por enologia ou simplesmente apreciadores de bons vinhos, a descoberta dos segredos desse fabuloso néctar, na prodigiosa e “gourmet” região do Champanhe, proporciona ao visitante uma experiência única.

 

Champagne

 

E mais!

 

Madame Clicquot : a grande dama da Champanhe – Leia aqui

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